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domingo, 23 de maio de 2010

Pequenas coisas...







A vida é feita de pequenas coisas.

Um olhar, um sorriso, um abraço...

Serão mesmo pequenas coisas? Há quem diga que a história da humanidade é feita de grandes acontecimentos mas o que seria da vida dos homens sem as pequenas acções, os breves momentos que compõem o dia, as pequenas vitórias e as pequenas derrotas, que levam as pessoas a continuarem o seu projecto de vida? Acredito que são estas pequenas coisas que impulsionam os grandes feitos. E é a consciência de que elas são importantes que nos faz avançar...

A vida é tão curta que se estivermos só à espera dos grandes momentos não conseguiremos disfrutá-la em pleno.

Uma conversa franca, um telefonema a um amigo a perguntar como está, um e-mail enviado com uma mensagem de esperança, uma história lida a uma criança serão realmente pequenas coisas?

Numa época tão agitada, tão intensa e cheia de solicitações, é urgente olharmo-nos e olharmos os outros com generosidade.

Nada somos sem os outros... Nada seremos se os outros não o forem...

E são os dias curtos que compõem a vida. Basta olhá-la com o respeito que ela merece.

A vida nunca é como nós sonhámos. É sempre diferente do que imaginámos. Mas está nas nossas mãos perceber como ela é maravilhosa e o que nos oferece. Tirar partido do que temos, continuar a vivê-la e a agradecer todas as pequenas coisas.

E viver o amor... sob todas as formas.

Fado em mim...

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade


Lisboa... à chuva.